Visita da Presidenta da Câmara dos Deputados

Boldrini e Mare Nostrum no Brasil
de Eduardo Fiora

São Paulo (Br). Encontros políticos e comunitários. Essa foi a agenda da Presidenta da Câmara dos Deputados Laura Boldrini no Brasil, na última semana de maio, incluindo reuniões na capital do país, Brasilia, e um significativo discurso político na Câmara Municipal São Paulo, o equivalente na Itália ao "Consiglio Comunale", onde foi aplaudida de pé ao falar sobre a questão dos naufrágios de embarcações clandestinas no Mediterrâneo.
Na sexta-feira, 29, Boldirini foi recebida por Antonio Donato, presidente da Câmara Municipal, e por Andrea Matarazzo, líder do principal partido de oposição ao governo do prefeito Fernando Haddad. Coube a Matarazzo, descendente de italianos que imigraram para o Brasil em 1881, com seu italiano fluente, explicar à presidente da Câmara dos Deputados, numa conversa bastante descontraída, como funciona o poder legislativo municipal no Brasil. "Conheço bem o sistema italiano. Fui embaixador em Roma por dois anos", disse Matarazzo ao mostrar para a deputada as competências da Câmara Municipal de São Paulo, formada por 55 membros eleitos pelo voto direto da população a cada quatro anos. Nessa mesma eleição os cidadãos elegem o prefeito da cidade para um mandato também de quatro anos. Matarazzo, já sinaliza ao seu partido (PSDB) que pretende disputar a eleição de 2016 como candidato a prefeito de São Paulo.
Após o encontro na sala da presidência da Câmara Municipal, Boldrini foi convidada a abrir, no plenário da Câmara Municipal, a III Jornada Parlamentar Brasil-Italia. Fugindo aos tradicionais e quase sempre vazios discursos feitos por autoridades italianas em eventos desse tipo, Laura Boldrini em menos de 15 minutos mostrou que é uma política em sintonia com a realidade não só de seu país como a brasileira. "Brasil e Itália vivem momentos semelhantes. Os dois países discutem reformas na lei eleitoral, passam por dificuldades econômicas e têm pela frente um enorme desafio: o de resgatar junto aos cidadãos, em particular os jovens, o interesse pela política.
De fato, assim como acontece na Itália, a juventude brasileira mais desconfia do que crê na política por conta dos sucessivos escândalos de corrupção envolvendo figuras de destaque no mundo político nacional.
Ciente de que visitava um país repleto de problemas sociais, Boldrini, com grande sensibilidade, globalizou essa questão ao lembrar da tragédia dos náufragos no Mediterrâneo e o esforço da política em socorrer milhares de inocentes. "Com Mare Nostrum, cada vida salva custou 600 euro. Sim 600 euros salvando uma vida. Vale a pena", disse a deputada bastante aplaudida pelos participantes do evento, que contou com a participação dos parlamentares italianos eleitos no exterior: deputado Fabio Porta, deputada Renata Bueno e senador Fausto Longo.
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