Joaquim Levy: o novo ministro da economia. Foto Agencia Brasil.

Esperando medidas corajosas do novo ministro Joaquim Levy

Brasil entre expectativas e realidade
de Eduardo Fiora

São Paulo (Br). Será 2015 um bom ano para os 200 milhões de brasileiros? Para 800 funcionários da fábrica da Volkswagen, na cidade de São Bernardo, próximo a São Paulo, o ano novo começou com o gosto amargo da demissão. Em solidariedade aos companheiros dispensados e temendo pelo próprio futuro, os 13 mil funcionários da empresa decidiram decretar greve geral por tempo indeterminado.
Também para 244 funcionários da Mercedes-Benz, 2015 começa sob o signo do desemprego. Eles fazem parte da lista de dispensa que a subsidiária brasileira da montadora alemã divulgou neste início de janeiro.
O número total de automóveis vendidos no país em 2014 caiu 6,76% ante 2013, com 5.161.116 unidades comercializadas contra 5.535.398 no período anterior. O desempenho negativo fez com que as empresas do setor fechassem cerca de 12 mil vagas de trabalho.
No setor de comércio exterior, a balança comercial teve déficit de US$ 3,93 bilhões em 2014. Com o resultado, a balança encerra 2014 com o primeiro déficit anual desde 2000.
Projeções feitas por economistas mostram que o Produto Interno Bruto em 2014 se manteve próximo a zero. Enquanto isso a inflação subiu perigosamente acima dos 6%.
Joaquim Levy: o novo ministro da economia. Foto Agencia Brasil.O balanço fiscal de 2014 entra para história. Até o final de novembro, as contas públicas apresentavam um déficit de 18,3 bilhões de reais (5,2 bilhões de euros), o pior número desde 1997, quando esse tipo de estatística ganhou contornos oficiais.
E foi no contexto de cenários como estes que tomou posse, no dia 5 de janeiro, o novo número 1 da economia brasileira, o ministro Joaquim Levy, do qual se espera o anúncio de medidas duras e corajosas que possam tirar o Brasil do caminho da crise.A democracia aprendeu uma lição quando a sociedade reafirmou o compromisso fiscal como peça chave para o desenvolvimento. O equilíbrio fiscal é indispensável para ampliar oportunidades para o povo, principalmente para os mais jovens. É a chave para crescimento do crédito, que permite aos empreendedores investir e gerar empregos”, declarou Levy, que não descartou a possibilidade de aumento de tributos para realinhar as contas públicas.

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