Foto dal sito della Comex agência export del governo brasiliano

Brasil. Economia: esperando medidas duras

Novos abalos ao Sul do Equador
de Eduardo Fiora

São Paulo (Br). No Brasil, o Partido dos Trabalhadores (PT), aos qual estão filiados a presidente da República Dilma Rousseff - reeleita em outubro para um novo mandato de quatro anos a partir de 1º de janeiro de 2015 - e também ex-presidente Lula da Silva, que governou por dois mandatos (2003/2006 e 2007/2010), sempre alimentou um discurso de ataque ao seu principal adversário, o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira, que governou o Brasil de 1994 a 2002) baseado na chamada “herança maldita”. Em outras palavras, o petismo acusava e ainda acusa os sociais-democratas de terem entregue a Lula da Silva um país economicamente e socialmente debilitado, o que a história real, baseada em fatos concretos, desmente em grande parte.
No entanto, a historiografia brasileira começa a registrar uma verdadeira herança maldita construída e acumulada no governo “della Rousseff” que mesmo antes de assumir mandato “bis” recebe frutos amargos colhidos no quadriênio sob seu comando e que se encerrará em 31 de dezembro próximo.
O mais recente fruto ácido dessa colheita é o gigantesco déficit de US$ 8,1 bilhões nas contas externas brasileiras (todo tipo de fluxo econômico de bens e serviços entre o Brasil e outros países) ao longo do mês de outubro. O resultado negativo ficou acima dos US$ 6,6 bilhões previstos pelo Banco Central (BC). É o pior cenário em 67 anos. E para novembro o gosto amargo persiste, pois o BC projeta deficit de US$ 8 bilhões. No acumulado em 12 meses, o deficit externo equivale a 3,73% do PIB (Produto Interno Bruto). Para novembro, o BC projeta déficit de US$ 8 bilhões nas transações correntes.
O resultado de outubro é explicado em parte pela piora na balança comercial, com as importações superando as exportações em US$ 1,18 bilhão.
Para diminuir esse déficit das conta externas seria preciso contar com um aumento considerável dos investimentos estrangeiros diretos, que somaram US$ 4,97 bilhões e outubro, acumulando no ano saldo positivo de USC$ 51,19 bilhões de dólares.
Porém em cenários econômicos instáveis, como o do Brasil, o fluxo de investimento estrangeiro fica comprometido dado a insegurança do mercado local, que se torna menos atrativo.
Com o Produto Interno Bruto crescendo a taxa pouco acima do zero e o dragão da inflação querendo soltar fogo pela boca, "La Rousseff" tem enormes dificuldades para de mover as peças no intricado tabuleiro de xadrez da economia nacional. Para vencer a partida, ela terá de adotar medidas duras, o que desagrada boa parte do seu partido, o PT, onde a prática de medidas populistas ainda é vista como a melhor e mais eficiente maneira de se manter no poder.

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