Petrobras

Brasil: envolvida a Petrobras

Corrupção é câncer tropical
de Eduardo Fiora

São Paulo (Br). Na arena política, a primavera brasileira tem temperaturas acima da média com um gigantesco esquema de corrupção vindo à tona, envolvendo esferas públicas e privadas que sugaram bilhões de euros da principal empresa controlada pelo governo, a Petróleo do Brasil S.A (Petrobras). É o chamado escândalo Petrolão que promete fazer do próximo verão político tropical o mais quente de toda a história.
Deflagrada no dia 17 de março, a ação policial já colocou atrás da grades um ex-diretor da Petrobrás e um agente que atuava na lavagem do dinheiro que sangrava das obras superfaturadas contratadas pela empresa e alimentava a base do governo Dilma Rousseff no Parlamento.
Na sexta-feira, 14 de novembro, os policiais cumpriram 85 mandados judiciais, sendo 21 de prisão temporária. Foram detidos executivos do primeiro escalão das grandes empreiteiras que além de contratos bilionários com a Petrobrás são responsáveis pelas principais obras públicas do país, e outro diretor da Petrobrás.
Ao todo, sete empreiteiras, com contrato de mais de 60 bilhões de reais (20 bilhões de euros) com a Petrobras foram alvo da operação deflagrada nesta sexta-feira. “São aquelas em que o material apreendido e as quebras de sigilo dão material robusto para mostrar o envolvimento delas na formação de cartel, desvio de recursos para corrupção de agentes públicos”, disse o delegado.
Os grupos investigados registraram, foram responsáveis por operações financeiras atípicas no montante que supera os 10 bilhões de reais (3 bilhões de euros). Os envolvidos responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de organização criminosa, formação de cartel, corrupção, fraude à Lei de Licitações e lavagem de dinheiro.
O esquema criminoso de superfaturamento de contratos da Petrobras, para pagamento de propina a parlamentares e partidos políticos, coloca em xeque o governo da presidente reeleita Dilma Rousseff. Preso desde de março, Alberto Youssef, teria confessado, num acordo de delação premiadas (redução da pena a partir da confissão do crime e indicação da rede de culpados), que "La Rousseff" tinha conhecimento desse quadro de corrupção.
Com esse cenário explosivo tomando conta do noticiário da imprensa, setores da sociedade contrários ao governo de Dilma já pedem nas ruas, o impeachment da presidente, embora essa articulação não seja sustentada pelos partidos de oposição.
Dilma que assistiu esses últimos acontecimentos à distância (estava na Austrália da cúpula do G-20) usou como porta-voz o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso."Passei os dados à presidenta Dilma. Ela está ciente das investigações. No momento em que pude ter acesso, por força do sigilo, aos dados, eu repassei a ela e ela transmitiu o que estou dizendo: peça à Polícia Federal que prossiga com firmeza na apuração das irregularidades e que proceda com lisura e imparcialidade nas investigações e zele para que tudo seja esclarecido".
De acordo com ele, as investigações "vão continuar doa a quem doer, sendo o político do governo ou da oposição. Tudo precisa ser investigado pouco importando cor político-partidária”, acrescentou Cardoso.
Na oposição, a principal voz a comentar o caso Petrolão foi o candidato derrotado na eleição presidencial, Aécio Neves. "Durante a campanha eleitoral, a candidata Dilma tentou virar as costas para a realidade das denúncias. Agora, é a presidente Dilma que tenta se afastar da mesma realidade ao agir como se a Petrobras não fizesse parte do seu governo. Agindo assim, a presidente zomba da inteligência dos brasileiros, além de desrespeitar a Polícia Federal, ao tentar convencer o País de que as investigações só ocorrem graças à decisão ou permissão do governo. Esquece, mais uma vez, que a Polícia Federal é uma instituição do Estado brasileiro e não do governo, serve ao País e não aos interesses do governo", disse Neves.

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