Alexandre Antonio Tombini, Presidente do Banco Central. Foto ufficiale http://www.bcb.gov.br/

O primeiro ato após a eleiçao: alta dos juros

O Brasil em crise
de Eduardo Fiora

São Paulo (Br). Um dos principais jornais diários do Brasil, O Estado de S.Paulo, com linha editorial conservadora, mantém na internet um portal de notícias em tempo real, trazendo para o internauta informações instantâneas sobre política, economia, esportes e cultura.
Na segunda-feira, 2 de novembro, a leitura das manchetes do noticiário econômico dava, ainda que em rápidas e curtas pinceladas, um concreto panorama da dura realidade brasileira, mascarada pelo discurso de campanha da presidente reeleita, Dilma Rousseff.
"Balança comercial tem maior déficit em 16 anos". "Emprego na indústria deve fechar o ano com retração". "Baixa arrecadação tributária limita estímulos às empresas". "Venda de veículos cai 7% em outubro". "Dólar sobe e bolsa cai". "Mercado projeta crescimento do PIB em 0,24% em 2014, o menor desde 2009".
Estas eram as novas e preocupantes notícias deste início de novembro, deixando para trás a primeira medida amarga do governo bis de Dilma Rousseff: o aumento da taxa básica de juros (Selic) decretado dois dias após o segundo turno da eleição presidencial, em 26 de outubro.
A taxa Selic é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la, o Banco Central contém o excesso de demanda, que se reflete no aumento de preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Em comunicado, o Banco Central informou que a elevação foi necessária para garantir um cenário “mais benigno” para a inflação em 2015 e 2016 outros fatores, a intensificação dos ajustes de preços relativos na economia tornou o balanço de riscos para a inflação menos favorável”, destacou a nota.
A oposição ao governo "della Rousseff" reagiu imediatamente à alta de juros logo após o balanço das urnas. Em nota oficial, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que disputou o segundo turno contra Dilma, foi direto ao assunto. "Mal passou a eleição e o estelionato petista já começou a ganhar forma. O primeiro ato é a alta dos juros. Dilma passou a campanha inteira sustentando que a inflação está “sob controle”. Vê-se, sem nenhuma dificuldade, que não está. Passou a campanha inteira acusando a oposição de preparar um ajuste para depois das eleições. Começa-se a ver que quem vai impor um arrocho sem precedentes é ela. Pesaram na decisão a alta do dólar, a deterioração das contas públicas e a ameaça inflacionária – cujo acumulado em 12 meses está hoje em 6,75%, acima do limite superior da meta. É tudo o que Dilma sempre disse que não existia. Três dias após a reeleição, sua prática já contradiz seu discurso de campanha. O que mais virá pela frente?
Sua campanha baseou-se em mentiras e em acusações falsas contras os adversários. Uma vitória cuja legitimidade já começou a ser jogada no lixo, apenas três dias após ser conquistada.

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